O pequeno-alomoço toma-se às 7h30, em Lérida. Meia hora depois, partimos em direcção a Marselha. Será a viagem mais longa destes três primeiros dias, com mais de 600 quilómetros de percurso. A meio da manhã, a primeira paragem do dia serve para voltar a atestar os depósitos aos camiões – é preciso aproveitar o combustível em Espanha porque em França ainda é mais caro que em Portugal. Continuamos a viagem até passarmos a fronteira, de onde se avistam perfeitamente os Pirinéus cheios de neve.
Ao contrário dos primeiros dois dias, hoje o tempo ajuda a uma viagem mais agradável e relaxada, com o sol a fazer-nos companhia. Já em território francês, nova paragem na primeira estação de serviço para o almoço. Como é preciso chegar relativamente cedo a Marselha, fazemo-nos à estrada sem demoras. Ainda faltam mais de trezentos quilómetros até à cidade de onde vai arrancar a caravana do Rali da Tunísia.
Com o Mar Mediterrâneo do nosso lado direito, percorre-se Marselha sempre junto à costa. Passa-se pela Gare Maritime e chega-se às 18h30 ao Fort de Saint-Jean, onde a organização montou toda a logística para as verificações técnicas e onde se estacionam os camiões. Ao entrar nesta área, avisto logo o Toyota do português Hélder Oliveira – o galo de Barcelos pintado não engana, o carro é mesmo do piloto nortenho. Perto dos camiões da equipa de Elisabete Jacinto está mais uma portuguesa: Madalena Antas, que vai competir ao volante de um Nissan Navara.
Começo fazer contas à roupa que tenho na mochila e apercebo-me de que é conveniente abrir o saco grande de viagem, que está na caixa de carga, para tirar mais umas camisolas para os próximos dois dias. Com a ajuda do Max subo ao camião para fazer a troca da roupa suja pela roupa lavada. Elisabete acaba por fazer o mesmo e lá partimos nós rumo ao hotel em que vamos passar as próximas duas noites.O Álvaro, que diz já ter estado em três passagens do ano em Marselha, guia-nos até à marina para apanharmos um táxi. Mas, ao contrário do que acontece em Lisboa, os táxis aqui não páram quando levantamos o braço junto à estrada. O Marco e o Álvaro decidem ir a pé, eu, a Elisabete, o Jorge e o Max ficamos à espera de um táxi que, entretanto, foi preciso pedir por telefone.
Em Lisboa, a funcionária da agência de viagens que marcou o hotel de Marselha disse ao Jorge que ficava junto ao Porto Velho, ao pé da marina. Mas não é bem assim: demorámos quase meia hora de táxi até chegar ao Mercure Marseille Prado, na Avenue de Mazargues, uma perpendicular à larga Avenue du Prado e junto ao Stade Vélodrome. Feito o check-in, Elisabete pede meia hora para tomar banho e assim “adiantar serviço para amanhã”. Temos de tomar o pequeno-alomoço às 7h00 para que a equipa se apresente às 8h00 nas verificações técnicas: “A partir de amanhã temos de cumprir os horários a sério, se não levamos penalizações”, explica Elisabete.
O jantar é na pizaria que fica mesmo em frente ao hotel. Delicio-me com uma salada de rúcula, tomate, presunto e parmesão, muito bem temperada por sinal. O ar cansado de todos não engana e, por isso, depois de umas conversas mais acesas entre o Jorge, o Marco e o Álvaro sobre pormenores técnicos do camião de corrida, atravessamos a estrada e regressamos ao hotel.
São 23h30. Espero adormecer mais cedo que ontem, porque às 6h15 já tenho de estar a tomar um banho...
Até amanhã
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4 comentários:
Alô!!!Então a viajem já li que corre bem!Vai dando notícias, estou deserta de saber mais... Beijinhos da Moita, meus e do Oscar!
Bem espero que essa coisa dos chocolates seja extensível à afilhada!!! :)
Beijos e boas viagens. E estou à espera de fotos menina! BEIJO do tamanho do deserto.
Esses camiões gastam mais do que o meu carro, não é?
É Bu, acho que gastam um bocado mais, na ordem dos 50/60 litros aos 100 (acho eu, mas vou certificar-me para te dar a resposta correcta)!! Beijos :)
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