segunda-feira, 21 de abril de 2008

Dia 2

O dia começa cedo. Às 8h30 já estamos a tomar o pequeno-almoço no Hotel Roma, em Talavera de la Reina, para seguirmos depois até Lérida. Como tem sido habitual, o Maximiano Bizarro, o mecânico de assistência, pouco fala, ao contrário do Jorge Gil e de mim que vamos sempre partilhando histórias. Apesar das conversas, a viagem tem pouca história até à primeira paragem para o almoço, num restaurante à beira da auto-estrada, antes de Zaragoza. Melhor que a refeição, o bom desta paragem são as tabletes de chocolate negro de fabrico artesanal. O Jorge, que me explica que este tipo de chocolate foi inventado em Espanha (quando souber mais pormenores explico como é que as tabletes de chocolate apareceram primeiro aqui no país vizinho) compra a primeira, de chocolate com laranja. Eu acabo por comprar mais duas, uma com menta e outra com 70% de cacau. Mas os “pecados” do dia não ficam por aqui, já que a Elisabete Jacinto não resiste a uma cestinha de frutas cristalizadas, que mais parecem gomas, cobertas com chocolate negro.

Não demoramos mais de hora e meia no almoço e seguimos viagem. No próximo percurso não resisto ao sono e acabo por adormecer, tal como o Jorge. Acordo uns 100 quilómetros depois com os olhos a colar por causa das lentes de contacto, que troco pelos óculos logo a seguir. Pelo caminho, passamos pelo Meridiano de Greenwich e avistamos os Pirinéus ao longe.

Até Lérida a viagem não custa muito e, tal como no dia anterior, o Terratrip marca cerca de 600 quilómetros à chgada ao As Hotel, que fica numa estação de serviço gigante de Lérida, ou Lleida. Ocupamos todos os sofás do hall de entrada e, enquanto a Elisabete cose, contrariada, umas tiras de velcro numas almofadas do sistema de segurança Hans – depois explico o que é – eu e o resto da equipa preenchemos a ficha de informação médica que teremos de entregar nas verificações técnicas. Depois disso e, como há um computador ao serviço dos hóspedes com internet grátis, vou ver as notícias do dia na “fantástica” edição verde do METRO. A fome começa a apertar e lá nos reunimos para jantar no restaurante do hotel. É a refeição mais divertida até agora, com o Marco Cochinho, o mecânico de corrida, a Elisabete e o Jorge a contarem histórias hilariantes de corridas anteriores. Para acompanhar os cafés e o chá de menta que a Elisabete costuma beber à noite, a mesa enche-se com as tabletes e os bom-bons.

Porque o dia já vai longo e amanhã o pequeno-alomoço está marcado para as 7h30, eu e a Elisabete subimos para os quartos. Como não quero ir para a cama – até porque não tenho sono ainda – escrevo este post, básico, só para vos contar como passei o dia. A próxima etapa desta aventura tem como destino a cidade francesa de Marselha, onde se realiza o prólogo nocturno só para motos e carros, na quarta-feira, e de onde parte a caravana do rali, na quinta-feira, rumo à Tunísia.

As próximas preocupações são abastecer o camião de assistência com mais comida – durante as etapas em África nunca se sabe o que pode acontecer, estamos por nossa conta e risco e até já sei que terei de dormir uma noite onde calhar, fora do acampamento – e encontrar um lugar para que os camiões pernoitem em segurança em Marselha, que dizem ser perigosa.

São 23h30, amanhã dou mais notícias.

3 comentários:

ET disse...

Compra chocolates para mim! Avisa lá o pessoal que têm de voltar para trás...essa cena de chocolates artesanais parece-me tãããão bem!

Patrícia Tadeia disse...

Alguém falou em chocolates???? Também queeeeero!

Yo disse...

Se voltar a passar no mesmo sítio compro muuuuuuuuuuuuuuuuuitas tabletes. :) beijos lindas